sábado, 30 de janeiro de 2010

Propriamente amor

Amar, como diria Mário de Andrade, é um verbo intransitivo. Essa intransitividade, não se atém apenas às questões gramaticais, mas às ideológicas. O amor não acontece simplesmente em um sentimento que se sente pelo próximo, pois amar transcende qualquer definição que se tente fazer. Entretanto é possível detectar sua origem e senti-lo em sua forma mais pura e transmiti-lo ao outro.

Esse amor encontra-se dentro de nós mesmos, chamado amor próprio. O amor, mas não aquele com que Narciso morreu ou fez governantes matarem para se defender, e sim aquele em que nos colocamos como seres importantes no ambiente social em que vivemos, em que gostamos do que somos e do que temos e acreditamos na nossa potencialidade de atingir metas e realizar sonhos.

Um amor que nos leve ao autoconhecimento, como diria Sócrates “Conhece-te a ti mesmo”, a ponto de que tomemos consciência de nossa imperfeição e que estamos em constante crescimento... Só com uma autoconsciência poderíamos saber o que poderíamos fazer e aquilo que não nos servisse para um projeto de vida.
Primeiramente, amar a si mesmo para depois pensarmos em seguir o preceito religioso: “Amar o próximo como a si mesmo”!

(Mara Oliveira)

3 comentários:

Cleonice Braz disse...

Amiga!
Desculpe a indisponibilidade no msn no momento em que me chamou... o que precisar, pode mandar mensagem off...
Gostei bastante das suas considerações acerca do tempo e do amor (próprio)... são bastante pertinentes!
Seja bem-vinda à blogosfera!!!

Abraço gande!

Cleo

Profª Cíntia disse...

Arrasou...
Espetáculo de mensagem... muito bonita!

Dornelas! disse...

Olá!
Texto muito bem escrito e desenvolvido!!A-TO-REI!!
Fiquei rosa chi-clete com sua escrita!! Só podia ser de família!!!
Smuacks para você!
ass: Dornelas!
http://dornelas.zip.net