domingo, 29 de maio de 2011

We're alone with ourselves...

   Somos originariamente celestiais ou cientificamente fabricados? Criacionismo ou evolucionismo não são a temática desta discussão, mas seríamos seres sociais ou essencialmente indviduais? Nascemos e morremos sozinhos. Decisões são tomadas por nós (poderá haver influências, mas somos responsáveis pelo sim e/ou pelo não dado), poderíamos ser considerados autores de nossa própria história... Mas qual seria a justificativa de nos relacionarmos, de sermos seres culturalmente sociais?

    Somos expostos ao novo. Somos colocados à prova. A novidade causa apreensão. A novidade provoca o medo. O medo solitário é amendrontador. O medo coletivo é fortalecedor! Acreditamos que inseridos em grupos sociais somos mais fortes, não necessariamente uma questão de sobrevivência, mas de necessidade.
   E será que ao estarmos em "grupos" somos parte desse grupo? Como explicaríamos um ser rodeado de pessoas, sentindo-se sozinho? O que seria de fato a solidão? Solidão seria um sentimento sentido por alguém que não tenha outra(s) pessoa(s) ao seu lado?
  Solidão não se trata meramente de "estar só", mas de não compreender de que se "é só". Somos essencialmente solitários. Somos seres sociais também! Ter a consciência dessas duas condições existenciais é o passo para não se sentir pejorativamente uma pessoa solitária.


We're alone with ourselves but can be better together!
 
 
(Mara Oliveira)

3 comentários:

Vitin Melo disse...

Smp sós, a não ser a compania de DEUS,
Exatidão e coerência no qe escreve smp conta e você soube coloca-los no texto

OzMose - TClassic disse...

Muito bom texto!

De fato, acho que estar sozinho pode ser estar acompanhado pela pessoa que mais te ama: Você mesmo!

TClassic
www.ozmosecerebral.com.br

Felipe JAlc disse...

ser só, diferente de estar só. Eu sou só mesmo quando não estou. E isso é bom, eu acho, é meio que uma medida de segurança, protecionista, uma armadura, mas ao mesmo tempo é quase um dever, forma de me dedicar a mim mesmo, de respeitar.
Eu vivo bem só, é bom saber aproveitar essa solidão, mas claro demorou tempos pra chegar a essa conclusão.
A necessidade de estar só compensa-se com a 'obrigação voluntária' de participar, de ser junto, de fazer parte, e como eu escrevi no meu ultimo texto, as aparencias valem muito, mas caem por terra na hora sermos honestos com nós mesmos.
Estar só é preciso, ser só é necessário, estar com é bom, ser com é fundamental.